Ontem arranjei um tempinho para ir ao Mosteiro de Alcobaça ver a Exposição Nacional de Cerâmica Contemporânea, sob o tema «A estética da paixão / A paixão pela estética», na qual participo com uma peça. Fui com a familia, em excursão, claro; todos babados e em conjunto, sempre se trata da minha primeira exposição e mais um bocado, para além de ter faltado à inauguração, nem sequer lá conseguia ir. Ver a minha peça exposta era apenas um dos meus objectivos, estava também curiosa em ver as soluções apresentadas por outros artistas ceramistas – outros, eheh! – para o mesmo tema e confesso que havia um pouco de tudo: trabalhos que gostei muito e outros que nem tanto. Enfim; o normal numa exposição colectiva, acho. Fiquei contente por participar e principalmente por ter sido seleccionada, mas não foi assim uma grande emoção quando vi o meu nome no cartaz dos artistas, ou no catálogo do Igespar – parece até que já sou batida neste tipo de coisas. O que me animaria agora, mesmo mesmo, era vender a dita peça, que muito trabalhinho e gozo me deu a fazer, mas que me irá ocupar um espaço precioso aqui na oficina (mas o melhor será tirar o cavalinho da chuva e começar já a arranjar uma prateleira para ela, que a época em que vivemos não está para estas coisas…)

já te disse que és linda? e que gosto muito da tua peça?
Obrigada, migo!