Estou aproximadamente a 1/3 do fim da pintura do painel de azulejos que me encomendaram para decorar uma parede exterior com um bebedouro para cavalos.
Habituada – e formatada- como estou a fazer réplicas para obras de restauro de azulejos, confesso que este desenho livre me está a dar um pouco de água pela barba e a demorar mais tempo do que aquilo que eu previa: custa-me descolar da azulejaria tradicional portuguesa; não costumo desenhar; não sou uma pintora de painéis de azulejos; não tenho por onde me basear e não sei fazer paisagens nem cavalos, muito menos a azul e branco.
Como há sempre uma primeira vez para tudo, recorro às noções de desenho que me ficaram da escola e de um ou outro curso que fiz depois dela e ainda da leitura assídua de banda desenhada e também à teoria que o meu avô Ernesto me ensinou sobre pintura com aguarelas, que se pode assemelhar à pintura de azulejos a azul e branco – pintar sempre dos tons mais claros para os mais escuros.
E assim avanço lentamente, a pouco e pouco. Apesar de me terem dito que o painel poderia ser rústico, não me apetece que fique nenhum mamarracho.


A vegetação e as pedras junto à água parecem-me ser um bom fundo, já os cavalos, se estiverem em repouso, serão possivelmente mais fáceis de desenhar e talvez tenham mais naturalidade; no entanto, poderá ser que esta sugestão já vá fora de tempo, visto que os tem já desenhados.
Manel
Bom dia Manel,
Obrigada pelo seu comentário e a sua sugestão… a água parece-me bem, visto que vai ficar perto do bebedouro, com uma torneira dentro do painel. Os cavalos… bom, realmente poderiam ser mais fáceis de pintar se estivessem parados, mas senti que a correr davam uma maior sensação de liberdade… – enfim, alguma coisa há-de sair!
Cumprimentos!
Gosto muito do painel em geral, da água, da vegetação e do movimento obtido pelos cavalos que se perderia, em minha opinião, se estivessem parados, a pastar. Excelente trabalho.
Muito obrigada, Jorge. Não foi fácil – mas acabou por correr bem. 🙂