
2, 3 e 4 de Julho de 2010: Festival Medieval de Elvas. Chegada na sexta-feira, por volta do meio-dia, muito calor. Deram-me duas barraquinhas singelas, com um balcão fininho. À minha volta, os profissionais destas coisas, atarefavam-se a montar mesas e cavaletes e panos e bancas próprias com tudo pensado. Como me tinham dito que só era preciso levar o que eu tencionava comercializar, assim o fiz: não levei mais nada. Erro nº1. Lá fui rapidamente comprar umas esteiras e uma mesinha de apoio para ter dentro da barraca. Por sorte, as pessoas à minha volta eram muito simpáticas e emprestaram-me ainda mais uma mesa, sobre a qual pude ainda pôr umas peças, para não ter de ficar tudo no chão. Enfim, depois de muito suar, lá consegui improvisar o meu estaminé, que, apesar de tudo, ficou simpático…

A meio da tarde vieram umas pessoas da organização entregar-me duas lâmpadas. Erro nº 2: não levei extensões, nem fios elétricos e o cabo que dava para a minha barraca era muito pequeno. A custo, lá o consegui puxar até ao cimo do balcão principal e por sorte, a vizinha do lado tinha uma extensão grande, com a qual consegui pendurar a outra lâmpada sobre a barraquinha do lado. Depois, com uma série de velas dentro das tacinhas pequeninas, consegui que tudo ficasse com um ambiente bem simpático!

O festival abriu com um cortejo, por volta das seis da tarde e todos os comerciantes estavam trajados ao estilo medieval, ou, pelo menos, de uma forma que nos poderia reportar à época. Erro nº3: eu não. Vá lá que levei um vestido comprido que, mais ou menos, até disfarçava e andei o tempo todo com ele, mas faltavam-me as bolsas penduradas, as peles, os coletes e os adereços em cabedal… Felizmente lembrei-me de calçar uns sapatos de lona com sola de corda e lá fiquei com um ar medievo-contemporâneo (que, segundo um amigo meu, é também o ar das minhas peças, portanto, tudo bem!).

Ao fim do primeiro dia, à hora de fechar, deparei-me com o último e importantíssimo erro: como fechar as barracas. Tinham-me dito que não havia nenhum problema com a segurança durante a noite, que o local iria estar vigiado, mas a verdade é que o recinto da feira era em plena rua aberta e toda a gente, os profissionais, tinha lonas com fechos e alertaram-me logo para eu não deixar as peças todas à vista. Mais uma vez, a vizinha do lado, muito simpática, emprestou-me um pano grande com o qual eu tapei tudo e fechei o melhor que pude a minha barraquinha. Diga-se, em abono da verdade, que não houve problema nenhum e tudo correu muito bem!
Apesar de não ter vendido o que esperava, consegui cobrir os custos, recebi vários elogios ao meu trabalho (que muito me agradaram), conheci gente muito simpática e para a próxima tudo correrá muito melhor com aquilo que aprendi!