CALOS NAS MÃOS

Comecei a fazer as chacotas manuais para as réplicas dos azulejos da igreja da Ota. Ufa! Já há algum tempo que não amassava barro e estou a suar em bica, apesar de nem estar assim tanto calor! Este processo é do mais artesanal que existe, o que tem a sua piada e confere aos azulejos um aspecto mais semelhante aos originais; no entanto, a idade já não o vai permitindo! Tenho de ganhar algum dinheirinho e ver se invisto numa fieira e, já agora, numa máquina de fazer lastras (como é que vão caber aqui na oficina é que não sei, mas depois se verá). Os meus calinhos de estimação, que estavam tão quietinhos, é que já se começam a manifestar da pressão que eu faço no rolo da massa. E ainda só vou nas 30 chacotas…

OH NÃO!

Partiram-se  no forno todos os azulejos que eu pintei! Dois dias de trabalho pró maneta! Eram uma encomenda de réplicas para um trabalho de restauro de uma colega. As chacotas que me foram fornecidas eram de má qualidade e não aguentaram a temperatura. De uma caixa de 35 aproveitaram-se 5! Das quais 3 eram experiências de cor… Nada mau!